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Governo confirma que estuda criar imposto sobre heranças

O governo analisa a cobrança de impostos sobre herança, afirmou o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, nesta terça-feira, em referência a uma das medidas de ajuste fiscal que está sendo demandada pelos parlamentares do PT para apoiar as medidas de aperto nas contas públicas.

Falando em uma audiência tensa na Comissão de Assuntos Econômicas (CAE) do Senado que durou mais de cinco horas, Barbosa admitiu que o Ministério da Fazenda está analisando a tributação sobre heranças, explicando que esse tipo de cobrança é adotada por vários países e que é menos complicada que a taxação sobre grandes fortunas. “Tributos sobre grandes fortunas poderiam gerar movimentos especulativos”, disse.
A respeito da recente escalada do dólar, o ministro do Planejamento afirmou que a situação do câmbio no Brasil não é de descontrole. Segundo Barbosa, a moeda norte-americana se estabilizará em patamar mais elevado.
“Não é uma situação de câmbio fora de controle. É realinhamento da taxa de câmbio a novas condições internas e externas”, disse ele, acrescentando que a alta da divisa norte-americana é mundial e também advém da desvalorização das commodities.
Programa cambial. Sobre o futuro do programa de swaps cambiais, Barbosa disse que a decisão sobre os leilões cabe ao Banco Central “até para não gerar ruído”. Ele disse que o programa tem custo e que essa despesa é transparente, mas só conhecida após a flutuação cambial. “Não há como prever antecipadamente o custo do swap.”
O ministro afirmou que as variações cambiais têm efeito na inflação, mas reforçou que a tendência é de desaceleração na alta dos preços em 2016. “O câmbio é flutuante e muda de patamar e nessa mudança cria efeitos temporários sobre a inflação”.

Fonte: O Estado de S. Paulo

Consultoria pode reduzir mortalidade de empresas

Abrir uma empresa e mantê-la no mercado pode parecer fácil, mas requer planejamento e gestão. A taxa de mortalidade das empresas brasileiras diminuiu, porém, muitas delas ainda encerram suas atividades antes de completar cinco anos. De acordo com especialistas, boa parte do fechamento poderia ser evitada com o trabalho eficiente de consultoria empresarial.

É importante ressaltar que a consultoria empresarial pode ser aplicada aos diversos setores e não se limita às atividades como comércio e indústria. A contabilidade, o direito e administração, por exemplo, são ramos de atividades que podem ter melhorados seus resultados com o serviço de consultoria.

Para o presidente do Sindicato das Empresas de Consultoria, Assessoria, Perícias e de Serviços Contábeis de Londrina e Região (Sescap-Ldr), Jaime Cardozo, “a consultoria é uma oportunidade de crescimento e, com certeza, um diferencial dentro das empresas prestadoras de serviços. Mas, para que isso ocorra de forma eficiente, o profissional precisa estar preparado”.

O cenário no mundo empresarial apontam incertezas, geram questionamentos e medo do novo. A transição para o universo digital modificou a rotina dentro das empresas e o Fisco aprimorou-se. Segundo o contador Rodinei Bonfadini, “é notável que o empresário carece de informações, não sabe como agir em determinadas situações e cada vez mais recorre ao contador atrás de soluções para maioria dos problemas da empresa. Essa é uma das razões que nos leva a buscarmos, de maneira constante, aprimoramento e capacitação para atender com qualidade e suprir as necessidades dos empresários que nos procuram”.

Por causa disso, foi criado o programa de Formação em Consultoria para Empresários Contábeis, Contabilistas, Profissionais Liberais e de Serviços, conhecido como Forcec. “Através do trabalho focado na consultoria de gestão empresarial, o Forcec tem a finalidade de transferir para o profissional a condição de ampliar seus conhecimentos na área de gestão, colocando-se na condição de desenvolver consultoria baseada em três pilares fundamentais: metodologia, procedimentos e ferramentas”, explica o instrutor do Forcec Luiz Carlos Tiossi.

O consultor tem o papel de fornecer orientações fundamentadas para os principais problemas, sempre de forma ética, técnica e legal. De acordo com Tiossi, “é preciso ter uma metodologia para diagnosticar o que está ocorrendo com o cliente e, consequentemente, adotar procedimentos associados à metodologia que norteará o trabalho e o próprio entendimento do empresário”.

Tempos de crise
Ao que tudo indica, o País vai atravessar uma grave crise econômica, com elevação dos preços, alta do dólar, paralisações em diversos setores e greves. Segundo o diretor administrativo do Sescap- Ldr, Nelson Barizon, em período de crise é preciso cautela e estar preparado para não tomar decisões erradas. “É essencial ter bons consultores, munidos de informações para tomar a decisão correta. Realmente, é ter uma visão do sistema como um todo e integrar os tópicos que formam o que se chama de gestão inteligente: Recursos humanos, finanças, contabilidade, política de mercado (marketing), inovação e tecnologia, como foi apresentado durante o lançamento do Forcec em Londrina”, ressalta.

Barizon diz que a contabilidade deve estar “sintonizada com o financeiro” e também com as políticas de relacionamento de mercado, nas quais o processo precisa focar qualidade e melhoria contínua.

Fonte: Folha de Londrina